terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Onde é que foi parar aquele menino ?




Eu não queria estar na pele dele naquele dia.  A missão que recebera do Senhor era a mais complicada de sua trajetória de profeta.  Como dizer ao homem mais poderoso do mundo que ele estava em pecado? Como confrontar aquele que se acostumara com alcunha de “homem segundo o coração de Deus”?

Ainda com olheiras que denunciavam a noite mal dormida, Natã se dirigia ao palácio de Davi. Enquanto caminhava, se indagava:

- O que aconteceu com Davi? Ele está irreconhecível! Aonde foi parar aquele menino que pastoreava as ovelhas do seu pai? Será que ele vai receber bem a palavra que o Senhor me ordenou que lhe dissesse? Será que amanhã a estas horas ainda estarei vivo? Já não bastou ter que dizer a ele que Deus não lhe permitiu construir o tão sonhado templo?

O fato é que Davi pecara contra o Senhor. Seu pecado teria que ser exposto e confrontado.

Dias antes, enquanto seu exército lutava bravamente por seu reino, Davi, que sempre estava à frente da batalha, resolveu tirar uns dias de folga, desfrutando do requinte de seu palácio real.

Numa bela tarde, enquanto passeava no terraço, avistou uma mulher que se banhava, e que, a seus olhos, parecia se insinuar. Foi paixão fulminante à primeira vista. Davi não titubeou, e mesmo sabendo que era mulher de um dos homens mais leais de seu exército, mandou trazê-la aos seus aposentos e a possuiu.

Tudo não teria passado de uma puladinha de cerca básica não fosse a inusitada notícia: Bate-seba estava grávida.  E agora, José? Ou melhor... e agora, Davi?

Desesperado ante a possibilidade de ter seu pecado exposto à opinião pública, o que traria enorme desgaste à sua imagem, Davi arquitetou um plano. Mandou chamar Urias e tentou convencê-lo de tirar alguns dias de descanso, curtindo sua linda e carente mulher. Para todos os efeitos, a criança seria resultado daquelas noites de amor. Mas para sua surpresa, Urias disse não.

- Como eu poderia usufruir do amor de minha mulher sabendo que meus homens estão no front de batalha? Obrigado pela oferta, rei. Mas minha resposta é não.

Davi ainda tentou embriagá-lo, mas não adiantou. Urias não cedeu.

Só restou-lhe uma alternativa. Enviou, por mãos do próprio Urias, uma carta ordenando que Joabe, seu general, pusesse-o à frente da batalha, e quando os inimigos atacassem, retiram-se, deixando-o sozinho. Davi confiava tanto em Urias que sabia que ele não abria a carta que continha sua sentença.

Se Davi tivesse um espelho mágico semelhante à rainha má do conto de Branca de Neve, e lhe perguntasse: “Espelho, espelho meu, haveria no reino alguém mais íntegro do que eu?”, ele certamente responderia: “Sim! Urias.” Por isso, Davi tinha dois motivos para desejar a morte de Urias. 

Como Davi conseguiu dormir depois disso? Onde foi parar aquele menino que derrotara Golias e se tornara na maior referência de heroísmo que Israel tivera em toda a sua história? Em que ele se transformou?
Agora o velho Natã tinha que confrontá-lo.

Tanto Deus, quanto Natã sabiam que Davi apresentaria algum argumento para justificar seu pecado. Por isso, inspirado pelo Espírito, Natan resolveu tomar uma via inusitada para alcançar a sua consciência.

Em vez de confronto direto, Natan contou-lhe uma estória que transcrevo abaixo:

“O Senhor, pois, enviou Natã a Davi. E, entrando ele a ter com Davi, disse-lhe: Havia numa cidade dois homens, um rico e outro pobre. O rico tinha rebanhos e manadas em grande número; mas o pobre não tinha coisa alguma, senão uma pequena cordeira que comprara e criara; ela crescera em companhia dele e de seus filhos; do seu bocado comia, do seu copo bebia, e dormia em seu regaço; e ele a tinha como filha. Chegou um viajante à casa do rico; e este, não querendo tomar das suas ovelhas e do seu gado para guisar para o viajante que viera a ele, tomou a cordeira do pobre e a preparou para o seu hóspede. Então a ira de Davi se acendeu em grande maneira contra aquele homem; e disse a Natã: Vive o Senhor, que digno de morte é o homem que fez isso.Pela cordeira restituirá o quádruplo, porque fez tal coisa, e não teve compaixão. Então disse Natã a Davi: Esse homem és tu!” 2 Samuel 12:1-7


Davi fora pego em suas próprias palavras! Ele mesmo lavrou sua sentença. Nem mesmo chegou a usar qualquer argumento para justificar-se, pois fora sumariamente desarmado diante dos olhos de todos os que o rodeavam.

Creio que Natã usou aquela estorinha envolvendo ovelhas, rebanhos, para de alguma maneira relembrar a Davi de onde Deus o tirara. Num encontro anterior entre Natã e Davi, Deus lhe dissera pela boca do profeta: “Eu te tomei da malhada, de detrás das ovelhas, para que fosses príncipe sobre o meu povo, sobre Israel” (2 Sm. 7:8).

Mas agora, ele já não trazia consigo o cheiro das ovelhas. Os odores palacianos o substituíram. O mesmo filho de Jessé que se atracara com um urso e um leão para livrar uma única ovelha do rebanho que seu pai lhe confiara, transformara-se num insaciável predador. 

Porém, por baixo de todas aquelas camadas ainda havia um menino que precisa ser redescoberto. Não creio que a intenção de Deus fosse a de envergonhar a Davi. Aquela estória foi o artifício usado por Deus para promover o reencontro entre Davi e um velho conhecido.

Naquele dia, através dos lábios do profeta, o velho Davi recebeu a visita do menino Davi. Naquele dia Deus matou a saudade que sentia do pastorzinho de Israel.

Se fôssemos visitados hoje por quem éramos quando meninos, será que seríamos reconhecidos? Em que temos nos tornado? Teríamos orgulho ou vergonha de nós mesmos? Como explicaríamos aos pastorzinho de ovelhas as atitudes precipitadas tomadas pelo rei?

Como seria receber a visita do Hermes de 33 anos atrás, que com o coração cheio de alegria descia às águas batismais? Em que me tornei, afinal?

Teremos perdido o idealismo? Tornamo-nos cínicos, gananciosos, presunçosos, insuportáveis? Que sentença a criança que fomos aplicaria ao adulto em que nos tornamos?

O problema é que nunca estamos satisfeitos com o que temos. Queremos sempre mais... Não nos contentamos com a vida com abundância prometida por Jesus, e reivindicamos uma vida com ganância proposta por um Cristo impostor.

O mesmo Davi que um dia compôs um dos mais célebres salmos de todos os tempos, dizendo que o Senhor era seu pastor e que nada lhe faltaria, finalmente encontrou algo que lhe faltava: a mulher do seu próximo.

Estamos mais preocupados com o que temos adquirido, do que com o que temos nos tornado. Por mais que sejamos bem-sucedidos do ponto de vista profissional, material, ou mesmo familiar, queremos mais... E para isso, pisamos em todos os valores que antes nos eram caros. Vendemos a nossa alma a preço de banana. Mesmo tendo um harém à nossa disposição, não é o bastante. Queremos Bate-seba. Queremos a mulher de Urias.

Onde é que foi parar aquele menino...

Se o virem por aí, diga que estou com saudade.

Saudade de quem um dia era. Saudade da minha ingenuidade. Do meu romantismo. Do meu primeiro amor. Quem sabe Deus use um velho profeta para me fazer relembrar o cheiro das ovelhas do meu pai.

Talvez o próprio Deus esteja com saudade de você.

Como mudar seu Temperamento ?



 

Todo cristão deve entender que morremos para o velho homem e que já temos crucificado nossa carne com seus desejos e paixões. E que somos livres de todo pecado e de toda condenação, em ( I Cor.5:17 ) Cristo que já nos fez novas criaturas e portanto não mais devemos viver de acordo com nossa velha maneira de viver, pois nós somos agora novas criaturas.

O cristão verdadeiro já não deve andar com o mundo vive. E o mundo anda em ódio, amarguras, em disputas, contendas, gritarias, e em pecados. Já o cristão não vive segundo o sistema deste mundo. Ele tem de aprender a viver debaixo da vontade de Deus.

Lembra como vivíamos antes de conhecermos o Senhor? Antes, nós vivíamos como queríamos, fazíamos o que queríamos, dizíamos o que viesse à boca e ninguém podia dizer nada. Isto porque vivíamos em nossa "livre" escravidão do pecado sem conhecer a moralidade, o respeito, a honra, o Amor, os princípios éticos morais, espirituais e sem conhecer Deus que é a base de toda moralidade e respeito.

Antes se nos diziam duas palavras nós respondíamos com quatro. Tínhamos uma forma má de dizer as coisas. Éramos às vezes grosseiros e justificávamos tudo com aquela frase "Eu não tenho papas na língua"; "digo a verdade a qualquer um."

Vivíamos enojados, com ira, amargurados, com cara de quem chupou limão. Entretanto, como é lindo ver cristãos sorridentes, contentes, felizes, às vezes em provas, mas contentes. Por que? Porque sabem que têm uma viva esperança no Reino dos Céus, e que apesar das circunstâncias, Deus está com eles.

É importante reconhecer que como cristãos necessitamos de viver nossa nova vida em Cristo e que o mundo possa ver em nós algo que realmente não têm. É Por isso que você e eu devemos trabalhar para melhorar a cada dia nosso caráter. Que possa haver uma diferença entre o caráter do mundo e o caráter de Deus. Entre o que serve e o que não serve a Deus. Então eu vou lhe perguntar: Qual é o seu caráter?

Sabe que seu caráter antigo representa sua velha natureza e maneira de viver. A velha natureza representa o sistema do mundo, que tem uma mente religiosa, pelo nossa maneira de ser, de pensar, de falar.

Deve existir uma diferença entre o mundo e o cristão, porque somos novas criaturas em Cristo.

As Escrituras dizem " Pois já não vivo eu, mas Cristo vive em mim." O que acontece é que muitas pessoas não querem mudar sua maneira de ser, de pensar, de falar, de viver, porque isto significa despojar-se da antiga maneira de ver. Já que isto tinha se formado como um mau hábito, um mau costume, e acreditávamos que era correto se comportar como procedíamos e assim éramos felizes, contudo agora, em Cristo, nos damos conta que essas atitudes não nos trazem nenhum benefício e que precisamos mudar.

Eu vou definir a palavra caráter e seu significado. E qual é o caráter aceitável aos olhos de Deus? O que agrada e o que não agrada à Deus? Caráter significa: Personalidade, natureza, gênio, temperamento, humor, ânimo, firmeza, vontade, forma, estilo, tipo. Isto significa o mundo e a psicologia que o temperamento das pessoas está dividido em quatro tipos que são: colérico, fleumático, sanguíneo e melancólico.

Com qual destas quatro formas você o definem ou são compatíveis coma sua personalidade? Qual lhe agrada ou com qual você se identifica?

Esperar respostas? Este tem sido o problema de muitos cristãos que em todas suas vidas têm confessado que este ou aquele é seu tipo de temperamento. "É assim que sou": "É que eu tenho um temperamento forte"; "É assim que me criaram". Em suas vidas vêm confessando isto, porém já e tempo de mudar, de entender que agora somos diferentes, novas criaturas em Cristo.


OS QUATRO TIPOS DE TEMPERAMENTO:

1) O temperamento colérico: significa violento, furioso, raivoso, irritado, enjoado, desgostoso, indignado, exasperado, enfadado.

2) O fleumático: pessoa tranquila, calma, lenta, passiva, não dinâmica, tonta, lerda, moderada e prudente.

3) O sanguíneo: pessoa pacífica, quase nunca se enjoa.

4) O melancólico: pessoa com grande tristeza, abatimento, languidez, pesaroso, com grande pena e extrema aflição, que sempre está chorando, afligindo-SE; pessoa muito sensível às más notícias.

Estas formas de temperamento representam o caráter do mundo e não os de Deus. O Senhor não quer que seja assim. Que vivamos debaixo deste sistema. Deus quer que tenhamos o caráter Dele. Já não há sentido em viver confessando: "eu sou colérico", "eu sou fleumático", "eu sou sanguíneo" ou eu sou melancólico. É tempo de mudarmos, então, pois, sejamos diferentes.

Sabe por que as pessoas não estão mudando, ainda que digam ser cristãos? Por que estão vivendo ou querem viver na carne e não no Espírito Santo. Por que não mortificaram suas paixões e desejos? Por que vivem uma velha vida, debaixo de um véu de religiosidade. Por exemplo: se uma pessoa me diz: "É que eu sou assim." O que esta me dizendo? Que sua viva não tem mudado,se as Escrituras dizem que já crucificamos nossas paixões e desejos? Gálatas 2:20; 5;24, Filipenses 1;21 e I Coríntios 5:15-17.

Quero enfatizar o que está escrito em Efésios 4:21 onde se diz: "Se em verdade vós tendes ouvido e se haveis sido por Ele ensinado conforme toda verdade que está em Jesus"

No verso 22 diz : Despojados do velho homem que está viciado conforme seus desejos enganosos." Em outras palavras que está acostumado o que está viciado a viver sua velha vida. Tira isto que não é de Deus. Despojar-se é quando você tira a roupa que se troca a cada manhã e depois que se banha. O que aconteceria se você vestir a mesma roupa, com certeza não ficaria satisfeito.E por que não? Porque está suja, porque já foi usada, porque não é bom andar com roupas sujas, mal-cheirosas. Por isso nós devemos nos trocar não somente de caráter senão também de outras coisas que prejudicam nossa nova vida em Cristo. Como a mentira, o engano, a amargura, o roubo, as palavras torpes de nossas bocas.Efésios 4:25-30.

Em Éfésios 4:31 nos diz: Tirai de vós toda amargura, gritarias, iras, maledicências e toda sorte de malícias. Irmãos, enquanto há vida há esperança.E sabem quando é que vou dizer que uma pessoa não pode mudar?Quando o tiverem sepultado. Só assim vou dizer "Pobre irmão não pode mudar, se foi com isso" Mas enquanto tenhamos vida, podemos ser melhores, podemos lograr alcançar o caráter de Deus, porque não é impossível conseguir se quisermos.


COMO TER O CARÁTER DE DEUS?

Efésios 4:32; 5:1-5, e Colossenses 3:1-17, I João 4:8 e Gálatas 5:22-23

Vejamos o caráter de Moisés. Por causa de seu temperamento ele não pode entrar na Terra Prometida. ainda que Deus já lhe havia prometido, Pedro era um homem arrojado, ousado, até o dia que o Senhor o repreendeu, no Jardim do Getsémani ao cortar a orelha de um guarda. Teu caráter pode "te" levar ao fracasso espiritual ao a total vitória em Cristo. Deus quer que você e eu sejamos humildes, mansos, espirituais. Deus é amor, Paz, Justiça, Misericordia, Perdão, amém.

 

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Por que o céu é melhor?



 

O céu é um lugar preparado para pessoas preparadas. O céu é um lugar de bem aventurança eterna e um estado de felicidade eterna. O céu é a casa do Pai, o paraíso, o seio de Abraão, a Nova Jerusalém. O céu é o lugar onde está o trono de Deus e onde os salvos reinarão com Cristo pelos séculos sem fim. Destacaremos, agora, algumas razões pelas quais podemos afirmar categoricamente que o céu é melhor.

Em primeiro lugar, o céu é melhor porque lá não entrará pecado. O pecado que entrou no mundo trazendo a morte não entrará no céu. Nada contaminado entrará na Cidade Santa. No céu não haverá tristeza nem dor; não haverá choro nem pranto; não haverá doença nem luto. O pecado que tenazmente nos assedia agora, não desfilará mais no paraíso. Se fomos libertos da condenação do pecado na justificação e se estamos sendo libertos do poder do pecado na santificação, seremos libertos da presença do pecado na glorificação. O corpo de glória que receberemos, não estará mais poluído pelo pecado nem sujeito a ele.

Em segundo lugar, o céu é melhor porque lá não haverá mais despedida. A vida neste mundo é marcada por encontros e desencontros, alegrias e tristezas. Aqui celebramos o nascimento e choramos pela morte. Aqui, vemos nossos amigos e familiares sendo ceifados, deixando em nosso coração uma dor avassaladora. Aqui, choramos à beira da sepultura. Aqui, temos o coração rasgado pela saudade. Porém, no céu, não haverá mais despedida; não haverá mais adeus. Estaremos sempre juntos, sem rusgas nem mágoas, sem conflitos nem separações. Nossa comunhão será perfeita. Seremos uma só família, um só rebanho, uma só igreja.

Em terceiro lugar, o céu é melhor porque lá Deus vai enxugar dos nossos olhos toda lágrima. A vida aqui é marcada pela dor. O pecado trouxe sofrimento ao mundo. Choramos a dor das perdas, a dor da enfermidade e a dor do luto. Aqui, a mulher dá à luz com dores e o homem granjeia seu pão com o suor do rosto. Aqui, a terra produz espinhos que acicatam nossos pés. Aqui, choramos pelas nossas fraquezas e pelos nossos pecados. Choramos porque os homens escarnecem de Deus e zombam de sua lei. Choramos porque o mundo jaz no maligno. Porém, no céu, Deus vai enxugar dos nossos olhos toda a lágrima. O dor que nos assola o peito vai ser banida para sempre. O céu é lugar de gozo e paz, alegria e celebração.

Em quarto lugar, o céu é melhor porque lá veremos a Jesus face a face. No céu entraremos para a festa das bodas do Cordeiro. Essa festa será no melhor lugar, com as melhores companhias, com a melhor música, com as melhores roupas e com a melhores iguarias. Essa festa nunca vai acabar. Exaltaremos pelos séculos dos séculos aquele que nos remiu com seu sangue. Proclamaremos para sempre sua graça. Ergueremos nossa voz para dizer que nosso Deus é digno de receber a honra, a glória e o poder. Lá veremos a Jesus em toda a sua glória e fulgor. Contemplaremos sua face. Prostrar-nos-emos aos seus pés e depositaremos diante dele as nossas coroas!

Em quinto lugar, o céu é melhor porque lá serviremos a Deus com perfeição. O céu não será lugar de ócio. O céu será dinâmico e vibrante. Os servos de Deus o servirão. O céu será lugar de trabalho e realização. Aqui, nosso trabalho para Deus é imperfeito e incompleto. Aqui, nossas obras são maculadas pelo pecado e nossas justiças não passam de trapos. Porém, no céu nossas obras serão deleitosas ao Senhor. Nosso serviço será completo, perfeito e digno daquele nos amou e enviou-nos seu Filho para nos libertar do império das trevas e nos levar para o seu reino de luz. Diante do exposto, faço-lhe uma pergunta importante e urgente: Você já é um cidadão do céu? Está caminhando para o céu? Anseia pelo céu? Lembre-se: Jesus é a porta do céu e o caminho para o céu. Renda-se a ele, agora. Arrependa-se de seus pecados e creia no Filho de Deus. Então, venha e faça parte conosco dessa bendita família que vai morar no céu. 

sábado, 5 de janeiro de 2013

O contraste entre o justo e o ímpio




O livro dos Salmos é uma coletânea de cânticos, orações e lamentos do povo de Deus, escrito por vários autores, desde os dias de Davi até o período pós-cativeiro babilônico. Há mais de cem citações do livro de Salmos no Novo Testamento. Isso prova sua relevância na história da redenção. Esse livro tem sido uma fonte de consolo para a igreja de Deus ao longo dos séculos até aos dias atuais.

O Salmo 1 é a porta de entrada deste, que é o maior livro da Bíblia. Destacaremos, aqui, três lições importantes deste Salmo.

Em primeiro lugar, um contraste profundo é apresentado. O autor sagrado faz um profundo contraste entre o ímpio e o justo. Enquanto o ímpio é como uma palha que o vento dispersa, o justo é como uma árvore plantada junto à fonte. Enquanto o ímpio está seco espiritualmente, o justo tem verdor mesmo nos tempos de sequidão. Enquanto o ímpio não tem frutos que agradam a Deus, o justo produz frutos na estação certa. Enquanto o ímpio não tem estabilidade e é jogado de um lado para o outro pelo vendaval, o justo tem suas raízes firmadas no solo da fidelidade de Deus. Enquanto o ímpio tem suas obras reprovadas por Deus, o justo tem sucesso em tudo quanto faz. Enquanto o ímpio busca a roda dos escarnecedores, o justo se deleita na lei do Senhor. Enquanto o ímpio não terá assento na assembleia do santos nem prevalecerá no juízo, o justo será conduzido por Deus na história e recebido na glória. Enquanto o caminho do ímpio perecerá, o caminho do justo é conhecido por Deus. É tempo de você refletir sobre sua vida. Quem é você? Onde está o seu prazer? Onde está o seu tesouro? Em qual dessas duas molduras você pode colocar sua fotografia? Lembre-se: o ímpio pode parecer feliz, mas seu fim é trágico. Mas, o justo, mesmo passando por provas na vida, é bem-aventurado.

Em segundo lugar, um caminho de felicidade é descortinado. A felicidade existe e pode ser experimentada. É legítima e compatível com a fé cristã. Essa iguaria especial da alma não se encontra no conselho dos ímpios, daqueles que se esquecem de Deus. Esse tesouro tão cobiçado não é encontrado no caminho largo dos pecadores nem mesmo na mesa, onde os escarnecedores rasgam a cara em ruidosas gargalhas prenhes de escárnio. Onde está a felicidade? Você é feliz em primeiro lugar, por aquilo que evita. Você sorve o néctar da felicidade quando tapa os ouvidos ao conselho dos ímpios, quando afasta seus pés do caminho dos pecadores e quando não busca um lugar junto à mesa na roda dos escarnecedores. Em segundo lugar, você é feliz por aquilo que você faz. Uma pessoa feliz nutre sua alma com os jorros benditos que emanam da lei de Deus. A felicidade está em alimentar a mente com a verdade de Deus e ser governado por essa verdade. Em terceiro lugar, você é feliz por quem você é. Uma pessoa feliz é como uma árvore frondosa, de folhas viçosas e frutos excelentes, que mesmo na adversidade, não perde sua beleza nem escasseia seus frutos. Uma pessoa feliz tem sucesso constante, uma vez que tudo quanto faz será bem sucedido.

Em terceiro lugar, um juízo inevitável é anunciado. Os ímpios são aqueles que não levam Deus em conta. Esses não têm segurança diante das tempestades da vida e serão levados como a palha que o vento dispersa. Os pecadores são aqueles que deliberada e conscientemente andam na contramão da vontade de Deus e transgridem a lei de Deus. Esses, mesmo sendo religiosos e tendo seu nome no rol de membros de uma igreja não permanecerão na congregação dos justos. Os perversos são aqueles que, além de rejeitarem a verdade, escarnecem de Deus e zombam da fé cristã. Esses podem prevalecer no juízo dos homens, subornando os tribunais e amordaçando a justiça, mas jamais prevalecerão no juízo de Deus. Ímpios, pecadores e perversos podem vender uma imagem glamorosa do pecado e podem passar a imagem de que estão sorvendo todas as taças da felicidade, mas sua alegria é ilusória, sua vida é vazia e sua condenação no juízo é certa. É preciso abrir os ouvidos da alma para escutar a retumbante voz do salmista, quando conclui, dizendo: “Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá”. 

Como podemos ter paz no vale?




A verdadeira paz existe e pode ser experimentada! Essa paz não se encontra nas farmácias nem nos boutiques famosas. Não está nas agências bancárias nem nas casas de shows. Essa paz não é encontrada no fundo de uma garrafa nem numa noitada de aventuras. Essa paz está centralizada em Deus. Ela vem do céu. É sobrenatural. Como poderemos experimentar essa paz, ainda que cruzando os vales da vida?

Em primeiro lugar, conhecendo o Deus e Pai de toda consolação. Deus é a fonte de todo consolo. Quando ele nos permite passar pelo vale, é para fortalecer nossa fé e nos aperfeiçoar em santidade. Quando ele nos leva para o deserto, nossas experiências tornam-se ferramentas em suas mão para consolar outras pessoas. É Deus quem nos matricula na escola do deserto. O deserto é o ginásio de Deus, onde ele treina seus filhos e, equipa-os para grandes projetos. Quando somos consolados, aprendemos a ser consoladores. Alimentamo-nos da fonte consoladora e tornamo-nos canais dessa consolação para os aflitos. Não há paz fora de Deus. Não há descanso para a alma senão quando nos voltamos para Deus. Não há consolo para o coração aflito fora de Deus, pois só ele é o Deus e Pai de toda consolação, que nos consola em toda a nossa angústia, para consolarmos outros, com a mesma consolação com que somos consolados.

Em segundo lugar, conhecendo a Jesus, a verdadeira paz. A paz não é ausência de problema, é confiança no meio da tempestade. A paz é o triunfo da fé sobre a ansiedade. É a confiança plena de que Deus está no controle da situação, mesmo que as rédeas da nossa história não estejam em nossas mãos. A paz não é um porto seguro onde se chega, mas a maneira como navegamos no mar revolto da vida. A paz não é apenas um sentimento, mas sobretudo, uma pessoa, uma pessoa divina. Nossa paz é Jesus. Por meio de Cristo temos paz com Deus, pois nele fomos reconciliados com Deus. Em Cristo nós temos a paz de Deus, a paz que excede todo o entendimento. Paz com Deus tem a ver com relacionamento. Paz de Deus tem a ver com sentimento. A paz de Deus é resultado da paz com Deus. Quando nosso relacionamento está certo com Deus, então, experimentamos a paz de Deus. Essa paz coexiste com a dor, é misturada com as lágrimas e sobrevive diante da morte. Essa é a paz que excede todo o entendimento. Essa paz o mundo não conhece, não pode dar nem pode tirar. Essa é a paz vinda do céu, a paz que emana do trono de Deus, fruto do Espírito Santo. Você conhece essa paz? Já desfruta dessa paz? Tem sido inundado por ela? Essa paz está à sua disposição agora mesmo. É só entregar-se ao Senhor Jesus!

E terceiro lugar, conhecendo o Espírito Santo como o nosso consolador. A vida é uma jornada cheia de tempestades. É uma viagem por mares revoltos. Nessa aventura singramos as águas turbulentas do mar da vida, cruzamos desertos tórridos, subimos montanhas íngremes, descemos vales escuros e atravessamos pinguelas estreitas. São muitos os perigos, enormes as aflições, dramáticos os problemas que enfrentamos nessa caminhada. A vida não é indolor. Mas, nessa estrada juncada de espinhos não caminhamos sozinhos. Temos um consolador. Jesus, nosso Redentor, morreu na cruz pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação. Venceu o diabo e desbaratou o inferno. Triunfou sobre a morte e deu-nos vitória sobre o pecado. Voltou ao céu e enviou o Espírito Santo para estar para sempre conosco. Ele é o Espírito de Cristo, que veio para exaltar o Filho de Deus. Ele é o Espírito da verdade, que veio para nos ensinar e nos fazer lembrar tudo o que Cristo nos ensinou. Ele é o outro consolador, aquele que nos refrigera a alma, nos alegra o coração e nos faz cantar mesmo no vale do sofrimento. O consolo não vem de dentro, vem de cima. Não vem do homem, vem de Deus. Não vem da terra, vem do céu. Não é resultado de autoajuda, mas da ajuda do alto! 
  



sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Perdoar



Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete. (Mateus 18:21-22)


A Bíblia diz que Deus perdoa os nossos pecados e deles não mais se lembra. Diz ainda, que devemos perdoar assim como Deus em Cristo nos perdoou. O que significa perdoar e não mais se lembrar? Significa, porventura, amnésia? Absolutamente não! Deus não tem amnésia. Deus sabe tudo e jamais fato algum é apagado da sua memória. Mas, então, o que a Bíblia quer dizer que Deus perdoa e esquece? Significa que Deus nunca mais cobra outra vez aquilo que ele perdoou. Deus nunca mais lança em nosso rosto aquilo que confessamos e abandonamos. Assim, também, quando a Bíblia diz que devemos perdoar como Deus e esquecer, não significa que os fatos que nos machucaram serão apagados da nossa memória. Isso é impossível e nem mesmo depende de nós. As coisas vêm à nossa memória querendo nós ou não. Perdoar e esquecer significa lembrar sem sentir dor; significa nunca mais cobrar da pessoa perdoada a mesma dívida.

O perdão é uma necessidade fundamental da vida

É impossível ter uma vida saudável emocional, física e espiritualmente sem o exercício do perdão. Quem não perdoa não pode orar. Quem não perdoa não pode trazer sua oferta ao altar. Quem não perdoa não pode ser perdoado. Quem não perdoa adoece fisicamente. Quem não perdoa é entregue aos verdugos e flageladores da consciência. O perdão é até mesmo uma questão de bom senso. Quando guardamos mágoa de alguém, acabamos nos tornando prisioneiros dessa pessoa. Ela nos escraviza e nos mantém em cativeiro. Quando nutrimos mágoa de alguém, esse alguém nos perturba continuamente. Se vamos nos assentar para tomar uma refeição, essa pessoa tira o nosso apetite. Se vamos sair de férias, essa pessoa pega carona conosco. Perdoar é a única maneira de quebrar essas correntes e ficarmos livres.

O perdão deve ser ilimitado

Jesus nos ensina a perdoar até setenta vezes sete. Essa cifra não é literal. Ela aponta setenta vezes o número sete, o número da perfeição. O perdão é ilimitado, pois é dessa forma que Deus nos perdoa. Jesus deixou esse fato claro na sua parábola do credor incompassivo. Aquele servo que recebeu um perdão de dez mil talentos não perdoou seu conservo de uma pequena dívida de cem denários. Dez mil talentos é seiscentas mil vezes mais que cem denários. Aquele que havia recebido um perdão seiscentas mil vezes maior negou-se a perdoar alguém que lhe devia uma dívida seiscentas mil vezes menor. O rei, então, lhe entregou aos verdugos até que ele “pagasse” a dívida impagável. Um homem precisaria trabalhar cento e cinqüenta mil anos para adquirir dez mil talentos recebendo o salário de um denário por dia. A nossa dívida com Deus é impagável. Por isso, o perdão de Deus é ilimitado. E Jesus foi enfático em afirmar que se não perdoarmos, não seremos perdoados: “Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão” (Mt 18.35).

O perdão é o caminho da cura das feridas. É a ponte de reconciliação das relações quebradas. O perdão é o remédio divino para os relacionamentos enfermos. O perdão é o bálsamo do céu para aqueles que andam machucados e feridos pela mágoa. Hoje é tempo de perdoar. Hoje é tempo de pedir perdão. Hoje é tempo de restaurar relacionamentos dentro da nossa casa e da igreja, a fim de vivermos uma vida plena, maiúscula e abundante.

Já é ano novo, e agora?




Nas semanas que antecederam o dia da passagem de ano ouvi muitas pessoas comentando sobre as suas expectativas para 2013. Ouvi promessas, expectativas, sonhos, planos, compromissos, enfim, ouvi e vi a esperança que a maioria das pessoas põe nessa virada de ano. A virada do ano parece ser algo mágico, capaz de trazer mudanças grandiosas e desejáveis.

É de conhecimento de todos nós, porém, que a maioria dessa esperança que temos nos dias que antecedem a virada de ano não dura muitos dias após essa virada. Infelizmente, grande parte da nossa esperança morre rapidamente no ano que, de longe, nos dava tanta esperança.

Como, então, fazer diferente? Como fazer do ano novo um ano realmente novo que nos faça crescer? Como fazer com que toda a esperança depositada nesse ano que nasceu realmente valha à pena? E agora? O ano novo chegou, o que fazer?

Aprendi algo muito importante: atitudes iguais costumam gerar resultados iguais. Agindo da mesma forma que no ano passado, conseguiremos resultados parecidos, não sairemos do lugar. Se quisermos algo novo, as nossas atitudes têm de ser novas. A Bíblia acerta em cheio quando orienta:

“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12. 2)

A primeira palavra para que um ano seja realmente novo é “transformai-vos”. Transformar é dar uma nova forma, diferente do que era, é mudar [para melhor]. Transformar requer de nós investimento de tempo e energia em nossos sonhos, planos, anseios. Mudar nunca é fácil, mas é necessário. Quem somente fica na “esperança” sem fazer nada, nunca alcançará o ano novo que desejava! Transformação é essencial.

Segue-se, então, a palavra “renovar”, que na mesma direção, significa dar nova aparência, tornar novo. Renovar a nossa mente e crescer em todos os sentidos da existência humana também requer trabalho duro. Deus nos abençoa sim, mas não fará a parte que cabe a nós. Se alguém quer, por exemplo, orar mais em 2011, deverá transformar suas prioridades, seus horários, sua disposição, renovar o que deu errado anteriormente, seguir em busca do objetivo. Isso serve para tudo.

A Bíblia é ousada ao dizer que alguém que age nessa direção, olhando para Deus, transformando-se, renovando-se, vai experimentar aquilo que é, de verdade, algo abençoado. “O para que” da transformação e da renovação é “experimentar qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12. 2).Isso sim é ter um ano bem-sucedido!

Olhemos para este anocom os olhos da esperança e também com os olhos da renovação e da transformação que deve se operar dentro de nós. Arregace as mangas e faça, com a ajuda de Deus, um ano realmente abençoado!